A Rita, mãe há oito meses, já não reconhece o corpo no espelho. Com a ajuda da Sofia, aprende que não precisa de voltar atrás, apenas de cuidar do corpo que tem agora. Entre gestos simples e autoaceitação, descobre um novo amor-próprio: o de quem se reencontra com ternura.
O espelho e a mudança
A Rita tem 34 anos e é mãe há oito meses.
Entre fraldas, biberões e noites curtas, há algo que lhe pesa mais do que o cansaço: o espelho.
“Tudo mudou. A rotina, o apetite, o corpo.”
O corpo que antes lhe era familiar agora parece-lhe um território novo — e, por vezes, difícil de reconhecer. Mas o que a Rita ainda não sabia é que o corpo também conta histórias — e a dela estava apenas a começar.
A consulta com a Sofia
Na primeira consulta, a Sofia escuta.
Sem pressas, sem julgamentos.
A Rita fala da exaustão, do desconforto e da sensação de “não estar igual”.
A Sofia sorri com ternura e diz:
“Não se trata de voltar ao corpo de antes.
Trata-se de cuidar do corpo de agora.”
Uma frase simples, mas transformadora.
A partir daí, a conversa muda de tom. Já não se fala de números, mas de cuidado, energia e reconexão.
Um novo plano
O objetivo não é voltar atrás, mas voltar a sentir-se bem.
A Sofia não fala em dietas restritivas, mas em gestos pequenos, possíveis e humanos.
- Beber mais água: porque o corpo que amamenta precisa de mais do que café.
- Comer com equilíbrio: refeições leves, nutritivas e práticas.
- Descansar sempre que puder: mesmo que sejam dez minutos, enquanto o bebé dorme.
“A recuperação não é uma corrida. É um reencontro.”
A Rita começa a perceber: o corpo não é o mesmo, mas é o corpo que lhe permitiu ser mãe — e isso merece respeito, paciência e cuidado.
A transformação interior
Com o tempo, o desconforto dá lugar à gratidão.
As olheiras continuam, mas o olhar muda.
A Rita aprende a ver beleza na força, não nas medidas.
“O corpo mudou — e continuará a mudar.
Mas agora, em vez de lutar contra ele, escolhe acompanhá-lo com amor.”
Cada gesto, cada refeição e cada pausa tornam-se uma forma de dizer “obrigada”.
Um novo amor-próprio
Cuidar do corpo é, afinal, cuidar da vida que ele sustenta.
A Rita já não procura o corpo de antes — encontrou o corpo de agora: mais real, mais forte, mais seu. E, nesse reencontro, descobriu algo maior do que qualquer número na balança: a paz de aceitar-se como é.
Sugestão da Sofia:
Não compares o teu corpo de agora com o de antes — compara-o com o cuidado que lhe tens dado.
A mudança mais bonita começa no olhar com que te vês.
